O lançamento da Cartilha
do Cidadão, de autoria da professora Josefina Ruas, na sede da
Faculdade Ruy Barbosa, reuniu pessoas de diversas áreas de atuação
como promotores, procuradores, padres, jornalistas, representantes
de ONGs, além da comunidade acadêmica ligada à própria Faculdade
e a outras instituições de ensino superior. A Cartilha é uma iniciativa
da FRB e terá ainda mais nove edições, todas voltadas para a divulgação
e defesa dos direitos individuais coletivos, previstos na Constituição
brasileira.
Como convidado especial,
o professor e jurista Arx Tourinho realizou uma palestra centralizada
na questão da ética nos dias atuais e, em especial, em uma sociedade
democrática como o Brasil. "Fiquei entusiasmado ao saber da concretização
deste projeto por meio da professora Josefina, a autora da obra.
Fiquei também entusiasmado com os esclarecimentos do eminente
diretor desta faculdade, professor Antônio de Pádua Carneiro,
que esta cartilha faz parte de um amplo e importante projeto de
cunho social e que este projeto terá continuidade, beneficiando
a comunidade como um todo, em especial, as mais desassistidas",
comemorou.
O jurista destacou
ainda, em comentário especial sobre a publicação, que a iniciativa
significa um instrumento pioneiro e criativo em prol da cidadania,
que tem sido ameaçada por desequilíbrios no poder público. "As
autoridades e os governantes precisam saber que os cidadãos devem
ser respeitados como cidadãos. O poder público não pode ser exercido
contra os indivíduos, mas sim em benefício deles". Comentou ainda
que, tanto graficamente, quanto em termos de conteúdo, a revista
atrai pessoas de todos os níveis culturais para a leitura.
Minimizar a exclusão
Contextualizando a
obra no "Projeto Ruy Barbosa - Cidadania para todos", o professor
Antônio de Pádua Carneiro explica que a filosofia da instituição
é disseminar o conhecimento para minimizar a exclusão, tanto que
a Faculdade implementa uma série de ações nas áreas de Administração,
Informática e Psicologia, voltadas para esse objetivo. "Na sociedade
globalizada, quem detém o conhecimento consegue ascender e é quem,
portanto, tem obrigação de devolvê-lo à sociedade a fim de reduzir
as diferenças sociais".
Professora Josefina
Ruas enfatiza que a cartilha é a concretização do seu sonho de
democratizar o conhecimento a respeito da Constituição. "A função
social do Direito é manter a paz entre os homens. Por isso, a
idéia é que o maior número de pessoas possível possa ter acesso
à cartilha. Mas o sonho não se encerra aqui. Continuaremos a interpretar
os direitos sagrados para o cidadão".
Lúcia Rego, diretora
do Procon na Bahia, disse que o principal mérito da cartilha é
ter a capacidade de substituir os meios de comunicação, de um
modo geral, na missão de tornar acessível o conhecimento sobre
os direitos individuais e coletivos. A obra, em sua opinião, deverá
cumprir essa função por ter uma lingüagem, formato e distribuição
acessíveis às populações mais carentes.